A review é uma cerimônia do método ágil, por vezes subestimada, deixada de lado, e um dos motivos para isso é a percepção da liderança de que as pessoas interessadas têm plena noção do que acontece com o time, mas isso não é necessariamente um fato. Essa percepção equivocada tem origem num viés cognitivo, o viés de projeção.
O viés de projeção ocorre quando utilizamos ideias e condutas próprias como base para interpretar ou prever as dos outros, levando a uma superestimação do quanto os outros compartilham da nossa visão. Neste caso, então, a liderança fomenta um efeito bolha no time, gerando a falsa ideia de que as pessoas interessadas têm o conhecimento adequado.
A review ajuda a romper o viés como um instrumento de transparência. Nela são expostos aos envolvidos o que o time entregou no último ciclo, o que falta para atingir determinados objetivos, assim como métricas de desempenho, tudo de forma clara.
É importante a review ocorrer ao final do ciclo de desenvolvimento e ser recorrente, dessa forma os envolvidos podem acompanhar as evoluções de forma incremental, além de promover uma cultura de comunicação aberta.
Boas Práticas
– Deixar documentação da review acessível.
– Materializar entregas quando possível, fazendo demonstrações.
– Fazer vínculo da entrega com objetivo de negócio.
– Vincular comportamentos do time com métricas de desempenho.
Na imagem, uma obra de Joan Miró, nas quais olhos são frequentemente ilustrados, fazendo uma conexão com a review, onde o trabalho é submetido a diferentes olhares.